ASSISTA | ORGULHO E PRECONCEITO

Pride and Prejudice (Orgulho e Preconceito) é um romance da escritora britânica Jane Austen. Publicado pela primeira vez em 1813, antes de completar 21 anos, em Steventon, Hampshire, onde Jane morava com os pais.

A história se passa em 1797, ano em que a autora Jane Austen lançou a primeira versão de ‘Orgulho e Preconceito’. Tem como pano de fundo a burguesia inglesa do início do século XIX. Vemos no romance como as relações movidas por amor e dinheiro podem ser promíscuas e mesquinhas, encobertas pelo véu da sociedade burguesa da época.

O livro desperta o interesse de muitos tipos de pessoas. Ele tem humor, é muito engraçado, tem romance e uma das mais belas histórias de amor. Tem um grande entendimento da natureza humana em cada detalhe e tudo isso escrito em um estilo maravilhoso.

É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar necessitado de uma esposa. Publicada em 1813, a primeira frase de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, se tornou uma das mais famosas da literatura — mas isso demorou a acontecer.

Melhor que falar desce romance é poder falar sobre a autora, nascida em dezembro de 1775 na Inglaterra, Jane Austen foi a segunda filha de uma família de seis meninos. Desde a pré-adolescência, ela já mostrava inclinação e talento para a escrita, desenvolvendo contos, romances e peças que lia em voz alta e apresentava para a família toda.

A habilidade de escrever personagens femininas complexas e de explorar os conflitos das relações de classe e gênero fizeram dela uma escritora à frente de seu tempo, publicando clássicos como Razão e Sensibilidade (1811), Mansfield Park (1814), Emma (1815), A Abadia de Northanger e Persuasão (ambos de 1818).

Na biografia Jane Austen – Uma Vida Revelada (224 páginas, publicado pela Editora Novo Século), Catherine Reef aborda a vida e a carreira de Austen com 11 fatos essenciais apresentados no livro.

1. Dócil e impecável?
Depois que Jane Austen morreu, seus parentes queimaram boa parte de sua correspondência — poucas cartas foram salvas por sua irmã, Cassandra, de quem era bastante próxima. A partir de então, a família tentou criar a imagem que queriam que as pessoas tivessem da escritora: alguém dócil e impecável.

2. Semblante desconhecido
A única imagem que existe da autora é a de um retrato que Cassandra pintou e que, segundo várias fontes, não corresponde com a figura de Austen. De acordo com Reef, relatos de conhecidos descrevem a autora de Orgulho e Preconceito como “uma boneca”, com bom humor e “uma boa dose de cor na face”, outros dizem que ela tinha “bochechas cheias e arredondadas”. Já um de seus vizinhos afirma que ela era “uma pessoa alta e seca, com as maçãs do rosto muito salientes”.

O retrato em questão foi alterado com o desenho de uma aliança no dedo de Austen, o que não corresponde com a realidade, já que ela nunca se casou.

3. Família é tudo
Os romances de Austen surgiram no momento em que livros de aventura e exploração faziam sucesso. Em vez de abordar esses assuntos, ela escolheu esmiuçar intrigas familiares no universo rural e limitado de seus personagens. Segundo Reef, a escritora teria, certa vez, afirmado que só precisava de três ou quatro famílias para desenvolver uma boa história. 

4. Responsabilidades domésticas
Jane Austen era filha de um reverendo. Enquanto seus irmãos puderam estudar matemática, história e outros campos do conhecimento, ela e sua irmã ficaram limitadas a habilidades domésticas ou consideradas essenciais a uma esposa, como a capacidade de costurar e tocar piano.

5. Romances juvenis
Entre os 11 e os 17 anos, Austen escreveu vários romances e contos sobre o cotidiano do interior da Inglaterra. Aos 14 anos, ela escreveu Amor e Amizade, um romance sobre as jovens Laura e Sofia. A história é cheia de acidentes de carruagens, assaltos e fugas.

6. Quebra de tradições
Aos 20 anos, a jovem Austen conheceu Tom Lefroy, sobrinho de uma família amiga, e os dois se encantaram um pelo outro. Na época, dois jovens não podiam ficar sozinhos e um só poderia escrever para o outro se estivessem noivos — Jane e Tom quebraram essas e outras regras, o que foi considerado um comportamento vergonhoso por amigos e familiares que acompanharam os acontecimentos.

A relação foi retratada no filme Amor e Inocência (2007), no qual a escritora é vivida por Anne Hathaway (O Diabo Veste Prada) e Lefroy por James McAvoy (Fragmentado). Ao contrário do que a adaptação cinematográfica mostra, o par se encontrou cerca de quatro vezes em ocasiões sociais, e nunca chegou a ter um envolvimento mais sério. Isso porque, quando os pais de Lefroy perceberam a possibilidade de ele se envolver com a filha de um reverendo, apressaram a ida do rapaz a Londres. Como ele era filho de um oficial do exército, acreditava-se que ele merecia mais.

7. Origem de Razão e Sensibilidade
Enquanto se encantava por Tom Lefroy, Austen deu início ao romance Elinor e Marianne, sobre duas irmãs: uma guiada pela prudência; outra, pelo coração. Quinze anos depois, a história foi publicada anonimamente em três volumes com o título de Razão e Sensibilidade e, em 1995, foi adaptado para os cinemas, com um roteiro de Emma Thompson, que também interpretou Elinor.

A atriz ganhou um Globo de Ouro por seu trabalho e fingiu ser Austen em seu discurso de aceitação, fazendo várias tiradas irônicas e engraçadas.

8. Primeiras Impressões
Em 1813, Austen continuou seu romance Primeiras Impressões, que veio a ser publicado com o título Orgulho e Preconceito. O nome surgiu a partir de uma frase de um livro chamado Cecilia, de Fanny Burney, do qual a autora gostava. “A combinação de toda essa situação desafortunada foi o resultado do orgulho e do preconceito”, diz um dos personagens.

Orgulho e Preconceito foi um sucesso imediato de publicação. Segundo os críticos, o livro era “muito superior a quase todas as publicações do mesmo gênero lançadas” na época.

9. Dependência
Apesar da inteligência e da carreira como escritora, ser solteira era um fator que a deixava dependente dos outros. Quando, em meados de 1800, sua família decidiu se mudar de Steventon, cidade onde nasceu e cresceu, para Bath, ela teve que ir junto, mesmo contrariada. Ela só foi ter dinheiro próprio aos 36 anos, quando Razão e Sensibilidade foi publicado.

10. Último romance
No fim de 1816, a autora adoeceu. “Escrever me parece impossível, com a cabeça cheia de quartos de carneiro e doses de ruibarbo”, escreveu ela à sua irmã, Cassandra. Ainda assim, por muitos meses insistiu que estava melhor, começando, inclusive, um novo romance: Os Irmãos. O livro falava de várias famílias que viviam à beira-mar e nunca foi finalizado. Após a morte da autora, os Austen mudaram o nome da história nunca finalizada para Sanditon

11. Envenenada?
Acredita-se que a escritora tenha sofrido a Doença de Addison, um distúrbio no qual as glândulas adrenais não produzem hormônios suficientes. Nos últimos anos, no entanto, cientistas levantaram a possibilidade de Austen ter morrido envenenada por arsênico.

A teoria surgiu quando os cientistas começaram a analisar três pares de óculos que teriam pertencido à autora. Após sua morte, a escrivaninha de Austen ficou com sua irmã, Cassandra, que passou adiante para outro irmão. Em 1999, o móvel foi doado para a British Library por Joan Austen-Leigh. Dentro dele, os pesquisadores encontraram os óculos.

Durante a análise, perceberam que os graus das lentes variavam muito de um óculos para o outro, como se o dono deles tivesse a visão deteriorada com o passar do tempo. A descrição bate com a feita por Austen durante seus últimos anos de vida: em cartas para irmã Cassandra, ela relatava estar com cada vez mais problemas de visão.

Os cientistas então consultaram o optometrista Simon Barnard que, ao avaliar os resultados, sugeriu que Austen, de início, usou óculos para leitura e bordado. O especialista acredita que a escritora então começou a ter catarata. A possibilidade de a doença ter sido causada por diabetes foi descartada, já que teria que estar avançada demais, e possivelmente a autora não conseguiria sobreviver tempo o suficiente para ter diferentes graus de óculos.

Barnard sugeriu então que, se Austen teve catarata, a doença foi causada por um envenenamento acidental por algum metal pesado, como o arsênico, já que a substância era comum em remédios, na água e até mesmo no papel de parede da época. A hipótese, no entanto, nunca foi confirmada.

FATO é que ‘ORGULHO E PRECONCEITO’ é uma das mais conhecidas comédias românticas dos últimos anos, O diário de Bridget Jones (2001) presta uma homenagem dupla a uma obra muito maior a esse romance de Jane Austen. Primeiro quando a escritora Helen Fielding decide batizar de Mark Darcy o seu “homem ideal”, em referência ao Sr. Darcy, personagem do clássico livro e que foi eleito pelas mulheres britânicas o par perfeito para um encontro, deixando para trás James Bond e o Super-Homem. E depois quando a diretora Sharon Maguire escolhe Colin Firth para interpretar o personagem, brincando com o fato de que Firth viu sua carreira deslanchar quando deu vida ao Sr. Darcy na minissérie televisiva Orgulho e Preconceito, em 1995.

Se você ainda não entendeu a importância da obra para os ingleses, basta dizer que os súditos da Rainha elegeram ‘ORGULHO E PRECONCEITO’ o segundo livro mais importante de sua literatura, atrás apenas de O Senhor dos Anéis.

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